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EDIÇÃO NÚMERO 2
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www.dragstrip.com.br 57 Atitude as oficinas especializadas. <br/> Sai da Dinamica para fazer o mesmo serviço do Edimilson, o Edy Motoka, cara muito conhecido nas oficinas. <br/> Disse que iria fazer o mesmo serviço que ele, isto é, estar diretamente ligado nas oficinas. <br/> Ele aprovou a<br/> minha escolha e foi ai que comecei a freqüentar todas as oficinas. <br/> Em São Bernardo do Campo, comecei a trabalhar diretamente para o Lelo, Motorfort, Espaço Motor, Saúva, Nicola Turbo, MCR, SDA, Nicola Racing, Racetech, F2 Racing, Belquip e etc. <br/> Pronto... <br/> lá estava eu, um cara<br/> doente pela coisa e dentro das oficinas. <br/> ALINHAMENTO PERFEITO Eu queria mais! Eu precisava de mais. <br/> Queria estar dentro da pista, queria pilotar e sentir aquela emoção. <br/> Como não tinha grana, fiquei pensando em como faria para suprir esta vontade e estar perto dos carros.<br/> <br/> Foi quando me veio a idéia de começar a alinhar os carros na hora do alinhamento. <br/> Fiquei prestando a atenção em como é que os caras faziam para colocar o carro em cima do trilho de borracha e vht. <br/> Quando tive certeza de que sabia executar essa função, passei a fazer para os<br/> carros da equipe Nicola Turbo. <br/> Depois disso comecei a ajudar as oficinas onde eu prestava serviço e amigos que vinham pedir ajuda no alinhamento. <br/> Hoje ajudo todos que me pedem e, muita vezes, quem nunca me pediu. <br/> Se vejo que o cara alinhou torto, ou fora do trilho, procuro <br/> fazer ele alinhar novamente. <br/> ENFIM, PILOTANDO! Com o passar do tempo, aprendi muito vendo os pilotos experientes, que me ensinavam como pilotar corretamente. <br/> Até que um dia, pedi para um amigo, o Erik Moura do Gol DTA 626 Red Nose, atual recordista nacional da Turbo A, e ele me<br/> deixou andar com o carro de rua dele em Piracicaba, na categoria Desafio. <br/> Ele me disse que eu não ia dar uma puxada certa... <br/> Na hora, eu não queria saber nada de limite de tempo, abaixo dos 9.500s. <br/> Só queria andar rápido... <br/> e fui desclassificado. <br/> Sai de lá com um<br/> honroso 8.100s e virei mais baixo que ele. <br/> Na hora da entrega dos troféus, sabia que não tinha ganhado nada. <br/> Mas após a entrega dos troféus da Desafio, o Pepe Locutor me chamou e me entregou um troféu de primeiro lugar, pois eu havia virado o tempo mais baixo, até então, com um<br/> carro de rua... <br/> Em mais alguns dias iria acontecer o Festival do Velopark. <br/> Brinquei com o Erik que iria levar o carro de rua dele para andar lá na Turbo B (equipe Motorfort). <br/> Na época o carro estava parado e Erik andando na Turbo A com outro carro. <br/> Aceitei na hora e não<br/> via a hora de chegar o dia. <br/> Foi um final de semana perfeito, mas com saldo de 2 câmbios quebrados, embreagem patinando e um 5º lugar na DTB, sendo que por duas vezes as parciais foram para baixar o recorde. <br/> Mas a transmissão não agüentou, tamanha a força do motor. <br/> AJUDANDO NO<br/> DESENVOLVIMENTO: Pra variar já não queria só alinhar e pilotar. <br/> Comecei a prestar atenção como ler uma telemetria com o Fernando Pagliuca (Motorfort) e o Daniel (Nicola Turbo). <br/> Eles me mostravam os erros e acertos dos pilotos e o que tinha de errado e o que havia melhorado.<br/> <br/> Foi então que, junto com o Claudio do DTC 135, comecei a andar no carro dele nos treinos e ver se estava tudo certo: pressão de turbo, giro correto para largar, mistura, entre outros. <br/> Repassando estas informações para a equipe Nicola Turbo, já que tenho essa facilidade de<br/> diagnosticar o que acontece com um carro e entregar o carro pronto para o piloto andar, isso sem mexer durante as puxadas válidas. <br/> Hoje faço este trabalho com muito gosto e dedicação para vários pilotos. <br/> Também de outras oficinas que na minha visão é muito bacana, pois estou tendo o<br/> reconhecimento de outras equipes também. <br/> O FUTURO DA ARRANCADA: Para mim, o esporte arrancada está crescendo, mas não do jeito que os participantes gostariam. <br/> Precisaríamos de mais abertura na TV, mais respeito das federações, organizadores, entre outros. <br/> O que queremos é<br/> crescer e se profissionalizar, pois nossa categoria é hoje a que tem mais filiados na Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e a que menos tem respaldo. <br/> O QUE GANHEI COM A ARRANCADA: Posso dizer que hoje conheço muitas pistas de arrancada do Brasil. <br/> Já tive o prazer de andar<br/> na carona com o Dragster de dois lugares do Sidney Frigo, o Grandão e no do Taxi Drag do Velopark. <br/> Hoje tenho muitos amigos espalhados pelo Brasil. <br/> Faço o que gosto: vivo da arrancada e vivo para a arrancada. <br/> Muito obrigado a todos. <br/> DRAGSTRIP Especial | Snapple

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