Fava NevesNeves Ideias&Negócios Fava Ideias&Negócios favaneves@gmail.com com este acordo, crescer em mercado emergente (América Latina ainda participa com apenas 15% da receita do Carrefour) e melhorar o seu mix de lojas, pois agregaria os 380 supermercados do GPA ao mix atual. <br/>
Também<br/>
absorveria expertises de gestão e adaptação presentes no GPA. <br/>
Para o Casino, o terceiro sócio estratégico, os possíveis benefícios são menos tangíveis. <br/>
Teria participação em uma empresa maior e com mais força no mercado brasileiro, porém perde o controle desta rede, algo que viria em<br/>
2012. <br/>
Perde a chance de integralizar o capital do GPA no seu balanço na França. <br/>
Também teria seu arquirrival Carrefour como sócio, o que poderia até servir de laboratório para uma possível fusão mundial no futuro. <br/>
Um fato relevante é que conseguiria, com o acordo, impedir uma<br/>
associação do Carrefour com o Walmart no Brasil, o que seria nocivo aos seus interesses como acionista e futuro controlador do GPA. <br/>
Esta fusão traria pontos positivos a estas redes, porém, está recheada de riscos e pontos de consideração para as cadeias produtivas. <br/>
Um primeiro é a<br/>
inevitável perda de empregos advindos da eliminação de duplicidades e a redução no número de prestadores de serviços das duas redes. <br/>
Deve-se considerar também, caso o processo avance de maneira conflituosa, o tempo que levará se houver questionamento judicial. <br/>
Trata-se de uma operação já<br/>
com custos de transação elevados com contratação de renomados juristas, lobistas e outros profissionais. <br/>
Corre-se o risco também das empresas ficarem paralisadas durante o processo e não fazerem as reestruturações visando eficiência, já programadas. <br/>
Finalmente, existe risco à imagem<br/>
institucional do Brasil se o contrato de direito não for observado se existir contencioso, o que vem sendo fortemente comunicado pelo Casino. <br/>
82 feed&food Deve-se observar o impacto negativo, que pode ser muito forte, que esta concentração traria nos fornecedores de alimentos e outros<br/>
produtos. <br/>
Apesar de deterem apenas 22% do varejo, é inegável seu poder de compra. <br/>
Do lado dos consumidores, não deve ser feita uma análise agregada do Brasil, pois 22% podem parecer baixos, mas sim uma análise por cidade (mercado). <br/>
Em algumas cidades, principalmente de médio e<br/>
grande porte, a concentração é sensível e poderia levar a prejuízos ao consumidor. <br/>
Se aprovada a fusão, seria salutar a venda de lojas em mercados sensíveis. <br/>
Também é necessário analisar se o consumidor se beneficiaria com transferência de parte dos ganhos advindos das sinergias para os<br/>
preços dos produtos finais. <br/>
Um ponto polêmico, argumentado como um dos benefícios seria o de empresas fornecedoras brasileiras terem seus produtos comprados para serem distribuídos no Carrefour e Casino mundial. <br/>
Para se observar isto, precisa-se ver se o mesmo aconteceu nos últimos anos<br/>
nas lojas do Casino, que já era sócio do GPA. <br/>
Se não for uma operação rentável, pelo câmbio e pelos crescentes custos das empresas brasileiras (trabalhistas, tributários, logísticos, energia, entre outros) é uma hipótese que precisará ser ?melhor? investigada. <br/>
Hoje é o mercado<br/>
brasileiro, que já tem 22% dos produtos consumidos sendo importados, é que foi invadido por produtos das duas redes. <br/>
O simples fato de ter acionistas brasileiros no Carrefour não garante inserção de produtos de valor adicionado feitos no Brasil às prateleiras mundiais. <br/>
Se isto for um<br/>
ponto para justificar a entrada de recursos públicos, devem-se ter metas muito claras de volumes a serem exportados e como seria um programa de qualificação de fornecedores brasileiros para atingir esta meta. <br/>
Foi incrivelmente questionado pela sociedade e pela imprensa a entrada do BNDESPar e<br/>
as trapalhadas ministeriais para tentar justificar, ?a seco?, se este aporte público seria benéfico à sociedade brasileira. <br/>
O BNDES também vem sendo questionado por favorecer os grandes grupos, em detrimento de pequenas e médias empresas e esta reação pública pode dificultar a entrada. <br/>
<br/>
Foto: imagem ilustrativa favaneves@gmail.com Talvez pudesse se pensar em uma participação, caso os acionistas se entendam, bem menor que a anunciada, pois o BNDES tem muitas outras prioridades na produção e na infraestrutura do Brasil, gerando mais empregos e renda, mas é inegável que a agregação<br/>
da sua chancela ajudaria a atrair à operação no mercado brasileiro, outros investidores mundiais interessados, o que não deve faltar. <br/>
Mas uma participação extremamente reduzida. <br/>
A operação, com as informações até o momento divulgadas mostrase interessante para as empresas, aumentando o<br/>
valor dos seus negócios no mercado brasileiro, um dos mais promissores para os próximos anos. <br/>
São mais evidentes ao Carrefour e GPA, mas poderiam ser importantes ao Casino também. <br/>
As conversas começaram, congelaram temporariamente, mas devem voltar. <br/>
Enquanto as conversas<br/>
congelaram, voltaram fortes rumores da venda da operação brasileira do Carrefour para o gigante WalMart. <br/>
Enfim, este texto teve como objetivo contribuir com o debate que será agitado neste segundo semestre de 2011. <br/>
As conversas começaram, congelaram temporariamente, mas devem voltar
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