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Revista feed&food
EDIÇÃO DE AGOSTO / 2011  
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capa capa Grãos para alimentos ou grãos para combustíveis: Podemos ter ambos? Um consenso: o crescente desa?o de alimentar o mundo O que alguns especialistas têm a dizer: ?A ciência e a tecnologia devem estimular a produção agrícola nos próximos 30 anos a um ritmo mais rápido do que a Revolução<br/> Verde o fez durante as três últimas décadas.? Dr. <br/> Jacques Diouf, diretor-geral, FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) ?Políticas visando proteger os pobres do aumento do preço dos alimentos são urgentes e precisam ser desenhadas de maneira a conduzir o estímulo a<br/> uma produtividade agropecuária ainda maior no longo prazo.? Dan Leipziger, vice-presidente do Banco Mundial para a redução da pobreza e gerenciamento econômico ?Tudo bem com as hortas de quintal. <br/> O mesmo vale para os orgânicos... <br/> Mas as soluções para a crise global dos alimentos virão<br/> dos grandes negócios, lavouras geneticamente modi?cadas e fazendas de grande escala.? Jason Clay, WWF (World Wildlife Fund) tal de produtividade (FTP) para a indústria agropecuária dos EUA (Figura 2). <br/> Isto deve dar-nos motivos suficientes para acreditar que podemos atender à crescente demanda<br/> mundial por alimentos. <br/> Por quê? Porque, segundo o Serviço de Pesquisa Econômica do USDA (ERS), o desenvolvimento de novas tecnologias agropecuárias ? incluindo avanços em genética, nutrição, controle de doenças e pestes e manejo de rebanhos ? foram importantes fatores nestas melhorias de<br/> produtividade do século 20. <br/> Refinar estas tecnologias, e descobrir 28 feed&food novas, será crítico para nosso sucesso em expandir a melhoria da produtividade neste século. <br/> Quanto à otimização do uso da terra para a agricultura nas próximas décadas, porém, as notícias não são tão<br/> encorajadoras. <br/> As razões para isto são múltiplas e complexas, mas duas delas são de importância primordial. <br/> Primeiramente, há a crescente necessidade de balancear-se o uso de terras com fins agropecuários com o dever de minimizar o impacto da agricultura no cenário global ?<br/> particularmente no que tange às O USDA projeta que aproximadamente um terço da produção de milho norte-americana em 2009 será convertida em etanol. <br/> Ainda assim, esta nova tecnologia criada para revolucionar a produção de energia também produziu debates, em nível mundial, sobre os prós e<br/> contras da utilização de terras agrícolas para a produção de combustíveis em detrimento à produção de alimentos. <br/> Considere: quando a produção de etanol dos Estados Unidos começou a aumentar em 2005, o milho custava menos de dois dólares norte-americanos por bushel (o equivalente a 25,4 kg).<br/> <br/> Em um prazo de dois anos, o valor havia dobrado para quatro dólares, e um ano mais tarde, teve um pico de quase oito dólares por bushel, resultando em signi?cativa pressão na indústria alimentar. <br/> Podemos produzir alimentos su?cientes para alimentar o mundo enquanto ajudamos os Estados<br/> Unidos e o mundo a atingir um maior nível de independência energética? Se a história pode orientar-nos, a resposta é sim, mas apenas a medida que continuemos a investir na tecnologia necessária para fazer a produção de etanol, produção de grãos e de alimentos ainda mais e?ciente. <br/> emissões de<br/> gases de efeito estufa, degradação do solo e a proteção de recursos escassos como a água. <br/> Poucos argumentariam contra a premente necessidade de utilizar-se apenas aquelas tecnologias agropecuárias que tenham impacto neutro ou positivo em nosso meio ambiente. <br/> Fazer o contrário é o mesmo<br/> que sacrificar nossa sobrevivên

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