detectados e notificados pelo Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (sigla em inglês, RASFF). <br/>
Para inúmeros produtos específicos de certos países, como no caso do amendoim da Argentina, Brasil, Gana, Índia e África do Sul (devido à eventual presença de aflatoxina), os procedimentos<br/>
de controle são realizados no âmbito do regulamento da UE (CE) nº 669/2009. <br/>
Desta forma, as exportações de amendoins e manteiga de amendoim do Brasil, são submetidas a r igorosos controles (incluindo análises laboratoriais) no porto de entrada, onde o percentual atinge submetidos 10% de todas<br/>
as remessas. <br/>
Os controles são realizados de forma imprevisível e são consideravelmente onerosos para os exportadores brasileiros. <br/>
No caso principalmente do Brasil, que é o maior exportador de produtos de agronegócios para a UE, seria indicado tentar adquirir o mesmo tipo de estatuto<br/>
?preferencial? reconhecido pela UE para os Estados Unidos, especialmente por ter diminuido nos últimos anos o número de alertas do RASSF de níveis de aflatoxinas em amendoins. <br/>
Em 2009, o País sofreu 18 alertas e 21 em 2010, no ano em curso - até o momento - foram estabelecidos apenas dois,<br/>
embora a frequência de controle tenha aumentado. <br/>
Estes números indicam claramente melhoria no sistema de controle no nosso país provavelmente graças ao sistema implementado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF). <br/>
À luz do que precedem, as autoridades<br/>
competentes brasileiras poderiam adotar o exemplo estabelecido para diminuir a incidência de aflatoxina em amendoins e castanhas para facilitar, igualmente, o acesso ao mercado da UE para outros produtos brasileiros do agronegócio. <br/>
No entanto, este resultado não será alcançado com meros<br/>
discursos políticos e de promessas vazias do lado brasileiro quanto ao cumprimento da segurança alimentar. <br/>
Nossos pedidos devem ser acompanhados de ações efetivas para estruturar nosso sistema de controle oficial, a manutenção e o cumprimento de acordos bilaterais, bi-regionais ou<br/>
multilaterais. <br/>
Se o Brasil atuar de forma séria e profissional, poderemos marcar grandes vitórias, sem necessariamente ter que buscar resultados na OMC por meio de longas e onerosas disputas para o setor privado. <br/>
Enfim, para ter mais acesso ao mercado mais gratificante do mundo para os<br/>
nossos produtos agroalimentares devemos ser ambiciosos, cheios de otimismo, munidos de uma boa dose de realismo e estruturar nossas ações de forma estratégica, e estar disposto a trabalhar profissionalmente até que os resultados sejam alcançados preferivelmente por meio de negociações bilaterais.<br/>
<br/>
Se os Estados Unidos alcançaram os seus objetivos de comércio para as suas exportações de amendoim devemos ter presente o exemplo com o objetivo de obter o mesmo critério para nossas exportações potenciais e, principalmente, para as chaves (e.g. <br/>
- carnes). <br/>
Devemos transformar os <br/>
Em 2009, o País sofreu 18 alertas e 21 em 2010. <br/>
No ano em curso, até o momento, foram estabelecidos apenas dois, embora a frequência de controle tenha aumentado sonhos em objetivos e objetivos em realidade. <br/>
O processo para envolver a UE é complexo, mas nem por isso impossível<br/>
especialmente ao levar em consideração que existe hoje profissionais brasileiros com ampla rede de contatos institucionais seja no Brasil seja na UE que podem colaborar com empresas, associações, governos estaduais e federal para que barreiras fitossanitárias e não tarifárias sejam derrubadas em<br/>
benefício de nosso país. <br/>
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